A Bienal de Veneza, um dos eventos mais importantes do mundo da arte contemporânea, acolherá o projeto "If All Time Is Eternally Present" como evento paralelo. Este projeto, com curadoria de Marta Barina e Chiara Carrera, desenvolver-se-á na fachada do Palazzo Nervi Scattolin, um exemplo icónico da arquitetura veneziana do século XX.
O projeto, que será inaugurado em 5 de junho de 2026, busca estabelecer um diálogo entre obras de arte contemporâneas e o legado arquitetônico de Pier Luigi Nervi. Por meio de projeções públicas, uma instalação sonora e um banco projetado especificamente para o espaço, o objetivo é transformar a fachada do palácio em um espaço dedicado à videoarte.
Em uma entrevista recente, Carrera e Barina explicaram que o título do projeto vem de um verso do poema "Quatro Quartetos", de T.S. Eliot, refletindo a complexidade de Veneza como uma cidade palimpsesto, onde diferentes épocas e imaginários coexistem. Os curadores esperam que cada obra e cada elemento arquitetônico sejam vistos como uma expressão de seu próprio presente, e que esses diferentes "presentes" possam dialogar entre si.
Os obstáculos à realização do projeto foram numerosos, incluindo a falta de um espaço de exposição específico e um longo processo de licenciamento. No entanto, a colaboração com a Fundação Pier Luigi Nervi foi fundamental para superar esses desafios e concretizar a iniciativa.
'If All Time Is Eternally Present' aspira não apenas a ser uma instalação efêmera, mas também uma experiência duradoura, expandindo a ideia de Veneza como um laboratório de inovação cultural. Com artistas como Kandis Williams, Meriem Bennani & Orian Barki e Tai Shani, o projeto visa oferecer uma leitura crítica do presente através de práticas multidisciplinares.
Com a aproximação da data de inauguração, o interesse por este projeto continua a crescer e promete tornar-se um dos destaques da 61ª Bienal Internacional de Arte de Veneza.