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bonart barcelona - 21/08/25

A obra explora limiares e espaços liminares, investigando suas genealogias, simbologias e as ficções que surgem de experiências-limite, considerando o som como linguagem e experiência visual. Raquel G. Ibáñez cria Echo de boira no Sant Andreu Contemporani, que ficará em cartaz até 6 de setembro.

Eco da Névoa, vencedor do Prêmio Miquel Casablancas de 2024 na categoria projeto, propõe uma investigação sobre a conexão entre som, ritual e meteorologia popular. Nesse contexto, a pesquisa se aprofunda no estudo das práticas de conjuração ou exorcização de tempestades — vigentes até o século XIX —, dos espaços vinculados a esses rituais e da figura da Tente Nube.

A proposta se materializa em uma instalação composta por desenhos de grande formato impressos em metal, concebidos como cartografias sonoras do processo de pesquisa, e uma peça sonora. Esta última é composta por gravações de campo realizadas em condições climáticas de inverno no norte da Espanha, bem como por registros de toques de Tente Nube — obtidos em colaboração com grupos de tocadores de sinos, como a escola Villavante, em León —, utilizando diferentes sistemas de captação, como microfones omnidirecionais, binaurais e geofones.

Uma peça criada a partir de gravações com sistemas de processamento e filtragem de som, em conjunto com outros instrumentos, como idiofones. Por meio do desenho, concebido como gráfico e traço em diálogo com o som, investigam-se formas de transmitir e materializar as inquietações que permeiam o corpo teórico.

Entre seus projetos mais notáveis estão Echo de boira (2024), peça de Sant Andreu Contemporani, Granate (2023), publicação artística focada em simbologia e escrita expandida, e Registre de vents menors (2025), peça sonora que explora a relação entre som e espaço.

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