Primeira exposição individual do artista Yamandú Canosa em São Paulo, especificamente na galeria Zielinsky na cidade brasileira. Sempre atento às transformações do seu entorno, da ordem local e global, ele agora criou a exposição Eco e Lugar, que pode ser visitada até 7 de junho na cidade mais populosa de todo o país sul-americano.
A obra de Yamandú Canosa é fruto de uma reflexão teórica baseada na incapacidade de compreender o mundo através de sua representação, o que transporta para a necessidade de extensão a cada uma de suas obras. O artista uruguaio investiga esses limites da linguagem, também da memória, estendendo-os às identidades culturais e aos processos migratórios.
Yamandú Canosa a Zielinsky São Paulo
O ecletismo é um dos elementos que melhor definem sua carreira, porém, Canosa cria em Zielinsky um diálogo entre modernidade e contemporaneidade. Ele fez isso nas últimas duas décadas com uma iconografia figurativa, abstrata e textual, com uma espécie de noção expandida entre desenho e pintura.
Com Eco e Lugar, um horizonte percorre todas as salas da galeria paulistana, transformando o espaço em uma imensa paisagem transparente, replicando-se com o eco por meio de um grande espelho. A exposição em si é uma espécie de grande instalação site-specific, estabelecendo diálogo com dois temas recorrentes na obra de Yamandú Canosa nos últimos vinte anos: eco e lugar.
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Dois conceitos que caminharam paralelamente ao modo de pensar, idealizar e criar, sempre recorrentes no artista radicado em Barcelona, e que ele explora com diversas abordagens formais. A série de polípticos Lugar é uma síntese dos conceitos transversais que surgem de uma ideia baseada no lugar, uma experiência do migrante. A série Echo é o som de um círculo saltitante em um espaço fechado, com um princípio de repetição e propagação.
Persistência da imagem, reflexão, qualidade sonora, espaço de representação e memória. Yamandú Canosa expõe Zielinsky com um conjunto de elementos protagonistas, criando sequências visuais e novas formas gramaticais artísticas. Passeio em eco revela a recorrência das formas e essas repetições entre macro e micro.