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Exposicions

A arte se rende à brincadeira em Montevidéu

La herida, 2020, Carolina Gil Freiría (1994).

A arte se rende à brincadeira em Montevidéu
bonart montevideo - 23/08/26

O Museu Nacional de Artes Visuais oferece uma nova perspectiva sobre a criação artística com "Estamos Brincando ", uma exposição em cartaz de 5 de agosto de 2026 a 28 de fevereiro de 2027, apresentando obras de 72 artistas e três coletivos. A exposição se baseia em uma premissa simples, porém abrangente: brincar não é apenas uma forma de entretenimento, mas também uma maneira de se conectar com o mundo, imaginar possibilidades e construir novas realidades.

Através de diferentes gerações e linguagens artísticas, a exposição explora a produção artística uruguaia do século XIX até os dias atuais, revelando como o jogo esteve presente no imaginário de seus criadores. Pinturas, esculturas, desenhos, brinquedos, objetos, instalações e peças audiovisuais compõem uma jornada na qual a experimentação, o humor, o movimento e a invenção assumem o protagonismo.

O que acontece quando a arte segue suas próprias regras? Uma obra de arte pode se tornar um espaço para a invenção de outras realidades? Essas são algumas das questões exploradas em uma exposição que nos convida a observar o ato criativo a partir de uma perspectiva lúdica. Os artistas aparecem como criadores de mundos, mas também como jogadores capazes de estabelecer regras, modificá-las ou até mesmo desafiá-las.

A exposição está estruturada em torno de seis seções temáticas que permitem explorar o brincar sob diferentes perspectivas. "Criando coisas para brincar" concentra-se em objetos e criações especificamente projetados para a experiência lúdica, enquanto "Representações visuais de jogos" reúne obras que fazem do brincar tanto o tema quanto a imagem.

A turnê continua com Lazer e Esportes , dedicada à dimensão física e coletiva da brincadeira; Caricaturas e Rabiscos , que defende o desenho espontâneo, o humor e a liberdade gestual; As Regras do Jogo da Arte , focada nas normas, limites e convenções que condicionam a criação; e, finalmente , Brincando de Ser Outra Pessoa , que explora as possibilidades de transformação, ficção e identidade que a brincadeira oferece.

  • Homenagem ao Cubo, 1969, Amalia Nieto.

A seleção reúne nomes fundamentais da arte uruguaia com gerações mais recentes, estabelecendo conexões entre épocas e linguagens artísticas. Entre os artistas apresentados estão Pedro Figari, Rafael Barradas, Joaquín Torres García, Petrona Viera, Amalia Nieto, José Gurvich, Lacy Duarte, Ignacio Iturria, Linda Kohen, Clever Lara, Carlos Musso, Teresa Vila, Santiago Tavella e Dani Umpi, entre muitos outros.

O projeto tem curadoria de Roxana Fabius, María Eugenia Grau e María Eugenia Méndez, que apresentam o brincar como uma experiência capaz de gerar significado, explorar possibilidades e modificar nossa relação com o ambiente. Nessa perspectiva, criar também envolve brincar: combinar liberdade e imaginação com regras, limites e decisões.

A experiência do visitante também ganha destaque graças ao projeto expositivo desenvolvido pelo arquiteto Felipe Reyno. O conceito espacial complementa a narrativa curatorial e busca fortalecer a relação entre as obras de arte e o público, reforçando o caráter participativo e dinâmico da exposição.

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