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A nova lei promove a Filmoteca da Catalunha como referência nacional

O Parlamento está a promover a primeira norma cultural importante em quinze anos, que visa conferir à Cinemateca autonomia, capacidade de projeção e de liderança no âmbito do sistema audiovisual catalão.

A nova lei promove a Filmoteca da Catalunha como referência nacional

O cinema não é apenas entretenimento: é memória coletiva, imaginação compartilhada e um espelho crítico da sociedade. Com essa ideia subjacente, o Parlamento da Catalunha aprovou a nova Lei do Instituto da Cinemateca Nacional da Catalunha, uma iniciativa que marca um antes e um depois na política cultural do país. Com amplo apoio parlamentar — 109 votos a favor, onze contra e quinze abstenções —, a regulamentação torna-se a primeira lei cultural aprovada nos últimos quinze anos e a primeira desta legislatura.

A Ministra da Cultura, Sònia Hernández, descreveu a aprovação como "um grande dia para a cultura do país", destacando que o novo marco legal permitirá a consolidação de uma "Cineteca moderna, bem estruturada e autônoma". O objetivo é claro: fortalecê-la como peça fundamental do sistema cultural catalão e garantir o reconhecimento institucional que merece.

A lei prevê a criação de um novo órgão com personalidade jurídica própria que administrará autonomamente a Cinemateca Nacional. Essa transformação permitirá a otimização dos processos e o desenvolvimento mais eficiente de suas funções essenciais: proteger, conservar e divulgar o patrimônio cinematográfico da Catalunha. Segundo o diretor da instituição, Pablo La Parra, essa nova etapa facilitará uma gestão mais flexível e adaptada às necessidades específicas do setor.

A história da Filmoteca da Catalunha, criada em 1981, reflete uma constante evolução. Em seus primórdios, a atividade era realizada em cinemas espalhados por Barcelona, enquanto um arquivo cinematográfico e uma biblioteca especializada eram progressivamente construídos. Com o tempo, a instituição consolidou-se até dar um salto qualitativo em 2012 com a inauguração de dois espaços-chave: o espaço no Raval, dedicado à divulgação e à atividade pública, e o centro de conservação e restauração em Terrassa, especializado na preservação do patrimônio audiovisual em formatos fotoquímicos e digitais.

Um dos pontos centrais da nova lei é a emancipação da Filmoteca do Instituto Catalão de Empresas Culturais, ao qual estava vinculada desde 2001. Essa mudança não só reforça sua autonomia, como também redefine o ecossistema institucional do setor audiovisual catalão. A partir de agora, as competências cinematográficas da Generalitat serão canalizadas por meio de duas estruturas distintas: o ICEC e o novo Instituto da Filmoteca Nacional da Catalunha.

A regulamentação não se limita ao domínio do património. Apoia também fortemente a investigação e a formação. Entre as suas linhas de ação, destaca-se a capacidade de promover projetos de investigação, angariar financiamento e fomentar estudos regulamentados ligados ao cinema e aos meios audiovisuais. Da mesma forma, reforça-se o papel da mediação cultural e educativa, com o objetivo de integrar o património cinematográfico no sistema educativo catalão.

Outro objetivo estratégico é descentralizar a atividade da Filmoteca e estendê-la por todo o território, superando a histórica concentração em Barcelona. Essa abertura territorial busca aproximar o cinema, como patrimônio vivo, de todos os cidadãos e consolidar uma cultura audiovisual compartilhada.

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