A Fundação Bienal de São Paulo anunciou a equipe curatorial que desenvolverá a 37ª Bienal de São Paulo, com abertura prevista para setembro de 2027. Após a nomeação de Amanda Carneiro e Raphael Fonseca como curadores-chefes, a instituição completa agora uma equipe internacional que reflete seu compromisso em fazer da próxima edição um espaço de pesquisa, intercâmbio e reflexão sobre os desafios culturais da atualidade.
Ao lado de Carneiro e Fonseca estarão Ana Salazar Herrera (Equador e Portugal), Léuli Eshrāghin (Samoa, Austrália e Canadá), Rado Ištok (Eslováquia), Ryan Inouye (Estados Unidos) e Yina Jiménez Suriel (República Dominicana). A equipe é completada pelas assistentes curatoriais Amanda Tavares e Mayara Carvalho, ambas do Brasil.
A composição do grupo demonstra um firme compromisso com a diversidade geográfica e com abordagens curatoriais diversas. Seus membros desenvolvem suas práticas na América Latina, Oceania, América do Norte e Europa, contribuindo com experiências ligadas a contextos sociais, políticos e culturais muito diferentes. Essa pluralidade reflete o desejo da Bienal de se estabelecer como uma plataforma para o pensamento crítico, capaz de gerar novas formas de diálogo entre artistas, pesquisadores e públicos de origens diversas.
Além de organizar uma grande exposição internacional, o projeto curatorial concebe a Bienal como um ponto de encontro onde a pesquisa, a imaginação e a troca de conhecimento assumem o protagonismo. A intenção é criar uma edição que aborde algumas das questões mais prementes do panorama contemporâneo, desde as transformações sociais e ambientais até os debates sobre identidade, território e memória.
Para Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, a seleção desta equipe reafirma a identidade histórica do evento. Segundo ela, a Bienal sempre foi um ponto de encontro de diversas realidades culturais, artísticas e políticas, e a inclusão de profissionais com carreiras profundamente ligadas aos principais debates da nossa época ampliará tanto a dimensão crítica da mostra quanto sua capacidade de alcançar novos públicos.