Como parte da exposição Àngel Jové De intactu , no dia 22 de maio de 2026, das 18h às 20h, acontecerá um painel de discussão, concebido como um exercício de revisão crítica e afetiva do universo relacional que envolveu a prática do artista. Em vez de reconstruir uma trajetória individual, a proposta apresenta um olhar coletivo sobre um momento de profunda transformação cultural, no qual diversos criadores e pensadores questionaram as formas tradicionais de representação e exploraram novas relações entre imagem, matéria, palavra e ação.
Longe de ser compreendido como uma figura isolada, Àngel Jové surge aqui inserido numa verdadeira constelação de cumplicidades criativas. Um quadro heterogêneo onde o cinema experimental, a poesia visual, a performatividade e as práticas conceptuais se tornaram espaços partilhados de investigação artística e resistência intelectual. A sua obra, permeável a linguagens e processos, desdobra-se assim como um território de intersecção a partir do qual se podem repensar os limites entre a arte e a experiência.
A sessão será inaugurada com uma palestra de Xavier Antich, que proporá um quadro de leitura para situar essas práticas em relação às tensões culturais e políticas do momento. Sua intervenção também abordará a validade contemporânea dessas formas experimentais de produção de significado, especialmente em um contexto atual que continua a questionar a capacidade crítica da arte.
O debate subsequente reunirá figuras como Frederic Amat, Antoni Llena, Rosa Vergés e Patricia Dauder, numa conversa moderada por Maria Josep Balsach, curadora da exposição. O encontro não responde tanto a critérios geracionais, mas sim ao desejo de ativar correspondências entre diversas trajetórias e sensibilidades, ainda capazes de desafiar o presente.