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Exposicions

Barcelona 2035: a cidade que está sendo desenhada hoje

Uma exposição viva na Casa de l'Arquitectura convida você a compreender como os principais projetos urbanos transformarão o cotidiano, os bairros e o futuro metropolitano de Barcelona.

Barcelona 2035: a cidade que está sendo desenhada hoje
bonart barcelona - 07/05/26

Barcelona sempre foi uma cidade em construção. Mas raramente essa transformação foi explicada de forma tão aberta, tangível e ambiciosa como em Barcelona 2035. Uma cidade para se viver , a exposição promovida pela Prefeitura de Barcelona como parte do programa Capital Mundial da Arquitetura. A exposição, instalada na Casa de l'Arquitectura — antiga sede da editora Gustavo Gili — é apresentada como um espaço de interação com os cidadãos, mas também como um ponto de vista privilegiado sobre o futuro imediato da cidade e sua região metropolitana.

Mais do que uma exposição convencional, a proposta funciona como um organismo vivo. Ela é atualizada, incorpora novas perspectivas e integra projetos à medida que Barcelona evolui. O percurso permite compreender como as principais intervenções urbanas não são peças isoladas, mas partes de uma mesma história: a de uma cidade que busca ser mais habitável, mais conectada, mais sustentável e socialmente coesa.

No centro da sala, uma grande mesa exibe os principais projetos de transformação urbana. Mapas, fotografias, recursos audiovisuais e maquetes permitem acompanhar o impacto dessas ações no cotidiano. Destacam-se as maquetes dedicadas à futura estação de Sagrera, ao Parque da Cidadela e à renovação da Fira de Barcelona em Montjuïc, três espaços que simbolizam diferentes maneiras de compreender a cidade do futuro.

A exposição centra-se em alguns dos principais eixos de mudança que irão redefinir Barcelona na próxima década. O novo bairro Marina del Prat Vermell surge como um exemplo de expansão residencial com uma nova centralidade urbana. Em Montjuïc, a renovação da Fira e a criação de um novo bairro com habitação social combinam-se com a ideia de um grande parque metropolitano aberto ao público.

A conclusão da zona costeira também desempenha um papel de destaque, que, após décadas de transformações, continua a incorporar novos espaços verdes e infraestruturas. Paralelamente, a Ciutadella del Coneixement é projetada como um polo europeu de pesquisa, inovação e divulgação científica, reforçando a ligação entre a cidade e o conhecimento.

A dimensão metropolitana de Barcelona também se evidencia em projetos como o Tres Xemeneies em Sant Adrià de Besòs, concebido como um futuro centro de referência para o setor audiovisual, ou com o desenvolvimento da Porta Diagonal, o futuro Campus Clínic e o Biocluster de l'Hospitalet, que visam consolidar novos polos biomédicos e científicos abertos e integrados ao tecido urbano.

A transformação do Campus Vall d'Hebron, a redefinição do entorno de La Sagrera e o crescimento do 22@Nord completam este mapa para o futuro. Este último visa fortalecer o distrito produtivo e inovador com mais moradias, maior qualidade urbana e novas oportunidades de emprego.

Mas a exposição não se limita a falar de planejamento urbano. Ela também questiona conceitos como habitação, mobilidade, emprego, a identidade dos bairros e as raízes de seus habitantes. A narrativa defende que infraestruturas e grandes projetos só fazem sentido se melhorarem a vida das pessoas.

A experiência começa na entrada do edifício, onde os visitantes são recebidos por uma espetacular maquete de Barcelona com 84 metros quadrados. Feita com impressão digital e composta por 1.204 peças modulares, a instalação permite aos visitantes visualizar a evolução urbana da cidade e se adaptar às mudanças futuras. A incorporação de tecnologias de realidade aumentada transforma a maquete em uma plataforma interativa a partir da qual se pode observar a Barcelona do passado, do presente e do futuro.

A visita culmina com a exposição Barcelona = (Diversidade + Intensidade) x Complexidade , uma proposta que observa a cidade a partir de dados, processos e experiências urbanas. Em diálogo com o restante do acervo da Casa da Arquitetura, ela completa um olhar plural sobre o que significa hoje viver em uma grande metrópole e quais desafios marcarão as cidades do futuro.

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