A exposição temporária Lliscar-Flotar: Ingravidesa, do arquiteto e ex-nadador olímpico Joaquim Pujol, pode ser visitada no Eat Art Space da Fundação Lluís Coromina, em Banyoles, até o final de fevereiro de 2026.
Desde a sua inauguração, a exposição tem atraído um grande número de visitantes , tanto nacionais quanto internacionais, tornando-se uma referência cultural na cidade. A proposta de Pujol combina fotografia, instalações e vídeos, oferecendo uma jornada que reflete sua trajetória esportiva e profissional.
Durante a exposição, foram organizadas diversas atividades paralelas, como visitas guiadas pelo próprio artista, que permitiram aos participantes mergulhar em seu universo criativo.

Joaquim Pujol: da água à arquitetura
Nascido em Banyoles, em 21 de maio de 1946, Joaquim Pujol é uma figura proeminente tanto no mundo do esporte quanto da arquitetura. Como nadador, especializou-se no nado borboleta, foi campeão espanhol nos 200 metros borboleta em 1965, participou dos Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964 e representou a seleção espanhola em 32 ocasiões.
Posteriormente, formou-se em arquitetura pela Escola de Arquitetura de Barcelona (ETSAB) em 1973, especializando-se em arquitetura esportiva e recreativa, com foco particular em instalações aquáticas para grandes eventos.

Entrevista com Joaquim Pujol
Quais são os principais objetivos desta exposição temporária? Por que Banyoles, natação e arquitetura?
O principal objetivo é mostrar como uma vocação esportiva pode convergir com uma carreira profissional ligada ao mundo do esporte. Também me pareceu muito significativo revisitar minha trajetória esportiva e profissional em Banyoles, a cidade onde tudo começou, em Banys Vells de l'Estany.
Qual você acha que foi o resultado final?
Positivo. Despertou o interesse de muitas pessoas que, apesar de conhecerem meu lado como nadador, desconheciam completamente minha carreira na arquitetura.
Qual foi a reação do público local e internacional?
Foi uma experiência muito enriquecedora. Conversei com pais de atletas de Banyola que comentaram que a exposição os ajudou a perceber como é possível conciliar o esporte competitivo de alto nível com uma carreira profissional de sucesso.
Qual seção da exposição teve maior sucesso?
Aquela que exibe fotografias de centros aquáticos olímpicos, como os projetados por Kenzo Tange para os Jogos de Tóquio de 1964. Este edifício é considerado uma das obras mais emblemáticas do grande arquiteto japonês do século XX.
Se você tivesse que resumir a série em uma única imagem, qual seria?
A maquete na entrada da galeria, onde se veem o professor e o aluno, resume perfeitamente como tudo começou.
Que impacto esta exposição terá na sua carreira pessoal?
Eu jamais imaginei uma retrospectiva tão completa da minha vida esportiva e profissional. Ver a exposição me faz sentir que tive uma vida muito intensa e plena.
De que forma essa experiência influenciará seus projetos futuros?
Isso me motiva a continuar com projetos muito interessantes no escritório, sempre olhando para o futuro e sem ficar preso ao passado.