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Exposicions

Antoni Cumella e a arquitetura das formas

A exposição na Artur Ramon Art revela um universo escultórico repleto de invenção, diálogo com o espaço e sensibilidade singular.

Antoni Cumella i Serret, Sense títol, 1981.
Antoni Cumella e a arquitetura das formas

Joan Perucho destacou a obra de Antoni Cumella em diversas ocasiões, especialmente em relação à exposição na Sala Luzán, em Saragoça. Segundo Perucho, “a capacidade singular de invenção de Cumella é o que traz mais originalidade e relevância ao mundo da arte contemporânea. Desde o início, seu trabalho tem sido marcado por uma objetividade pessoal, um espírito independente e uma busca constante por novas formas. O mistério e a força do processo criativo são tão evidentes em Cumella que nos fazem imaginá-lo num espaço de absoluta liberdade artística”.

A Artur Ramon Art inaugura no dia 29 de janeiro a exposição Antoni Cumella. Arquitetura das Formas , que poderá ser visitada até 13 de março e que oferece um panorama completo do universo criativo deste artista singular de Granollers. A exposição permite observar de perto como Cumella desenvolveu sua própria linguagem ao longo da carreira, marcada por constante inventividade e uma visão profundamente pessoal dos materiais e das formas.

  • Antoni Cumella i Serret, Sem título, 1974.

As obras de Cumella revelam uma síntese fascinante entre liberdade criativa e rigor formal. Suas peças, repletas de formas e texturas diversas, transmitem tanto uma objetividade íntima quanto uma sensibilidade singular, que reflete o compromisso do artista com a pesquisa e a experimentação. Cada escultura ou obra concebida no torno e no forno torna-se um espaço onde o mistério do processo criativo se torna tangível, convidando o espectador a participar ativamente do diálogo com a peça.

A obra de Cumella destaca-se pelo equilíbrio que alcança entre independência artística e expressão emocional, uma combinação que lhe confere uma presença original e relevante na arte contemporânea. Na exposição, os visitantes podem apreciar como as suas criações, frequentemente concebidas em diálogo com a arquitetura e o espaço, antecipam noções atuais como a sustentabilidade, a relação entre materiais e a fusão entre arte, design e ambiente. Cada forma parece aguardar o olhar do público para se completar, lembrando-nos que a arte não se revela plenamente sem tempo, silêncio e atenção.

  • Antoni Cumella i Serret, Sem título, 1983.

As formas coloridas de Antoni Cumella, resultado do seu trabalho no torno e no forno, bem como aquelas concebidas em diálogo direto com a arquitetura, antecipam conceitos que consideramos essenciais hoje, como a sustentabilidade, a interdependência dos materiais e a fusão entre arte, design e meio ambiente. No âmbito da exposição na Artur Ramon Art em Barcelona, essa dimensão da sua obra torna-se ainda mais evidente, oferecendo ao público uma visão completa do seu universo criativo.

Cumella era, em essência, um escultor de formas desconhecidas que aguardam o visitante para serem completadas com o olhar. Cada peça sugere um diálogo, um tempo de contemplação e um silêncio necessário, lembrando-nos que a arte só se revela plenamente quando o observador participa dela com atenção e sensibilidade. Esta exposição permite-nos redescobrir a riqueza da sua obra, a liberdade criativa que o caracteriza e a capacidade de transformar materiais em formas que, ainda hoje, dialogam com o espaço e com o nosso tempo.

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