KBr-JTC-1280x150px-ES

Exposicions

Arquitetura em fragmentos na jornada de Jaume Maymó

Notre Dame Du Haut
Arquitetura em fragmentos na jornada de Jaume Maymó

O Salão Municipal de Exposições Buitrago del Lozoya acolhe "Do Prado a Ronchamp: Novas Arquiteturas ", uma exposição de fotomontagens de Jaume Maymó que oferece uma perspetiva única sobre a arquitetura contemporânea. A exposição foi inaugurada no sábado, 1 de agosto, e estará patente até 30 de agosto de 2026.

Mais do que um passeio convencional por edifícios e cidades, De Prado a Ronchamp funciona como um relato de viagem construído a partir de fragmentos. Maymó observa a arquitetura através de pequenas fotografias que, azulejo por azulejo, reconstroem edifícios e espaços a partir de uma perspectiva pessoal, espontânea e conceitual.

O seu olhar permanece em algumas das arquiteturas mais reconhecidas dos séculos XX e XXI, assinadas por nomes como Rafael Moneo, Antonio Fernández Alba, Santiago Calatrava, Emilio Giménez, Carles Salvadores, Álvaro Siza, Arata Isozaki, Norman Foster, Richard Meier, Frank Gehry, Oscar Niemeyer, Barozzi i Veiga, Herzog & de Meuron, Josep Lluís Sert ou Le Corbusier.

  • Estúdio de Joan Miró.

Uma parte significativa da visita guiada é dedicada a edifícios diretamente ligados à arte e à cultura. Entre eles, o Museu do Prado e o Museu Reina Sofía em Madrid, o Centro Galego de Arte Contemporânea em Santiago de Compostela, a Domus em A Coruña, o IVAM e a Cidade das Artes e das Ciências em Valência, o ateliê de Joan Miró em Palma, a Fundação Joan Miró e o MACBA em Barcelona, o Centro Niemeyer em Avilés, os Museus Guggenheim em Bilbao e Veneza, a Fundação Maeght em Saint-Paul-de-Vence e o Carré d'Art em Nîmes.

A jornada fotográfica também inclui marcos arquitetônicos ligados a outras esferas culturais, como a música e os livros. Entre eles, o Auditório Águilas e a Biblioteca García Márquez, em Barcelona. O percurso incorpora ainda edifícios cuja função se situa fora do mundo artístico, como a Estação Atocha e as Torres Kio, em Madrid, antes de chegar a um dos grandes ícones da arquitetura moderna: a Capela Ronchamp, projetada por Le Corbusier, na França.

O aspecto singular da proposta reside na forma como Maymó constrói suas imagens. Não se tratam de fotografias convencionais que visam capturar integralmente um edifício, mas sim de uma realidade fragmentada na qual múltiplas imagens são sobrepostas para reconstruir a totalidade da arquitetura e seu entorno.

  • Biblioteca Gabriel García Márquez.

O resultado situa-se algures entre a fotografia, a colagem e o desenho. Cada fragmento fornece uma informação diferente, preservando simultaneamente uma sensação de movimento visual. O edifício deixa de ser uma estrutura estática e torna-se uma experiência visual construída a partir do movimento tanto do observador como do fotógrafo.

Este conceito conecta-se com uma sensibilidade fotográfica contemporânea baseada na imediatidade e na fragmentação. Maymó trabalha com um olhar que pode ser definido como moderno, espontâneo e próximo do espírito da Polaroid, onde o instante e a acumulação de imagens adquirem tanta importância quanto o resultado final.

Essa abordagem também apresenta ecos da pesquisa visual de Jan Dibbets e David Hockney, especialmente na quebra da perspectiva tradicional e na construção de uma imagem a partir de múltiplos pontos de vista.

thumbnail_arranzbravo. general 04-2014Impremta Pages - banner-180x178

Podem
Interessar
...

banner-bonart