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Exposicions

Palmira Puig e Marcel Giró, duas perspectivas do exílio que transformaram a fotografia brasileira.

O Instituto Cervantes de São Paulo está resgatando o legado dos dois fotógrafos catalães com uma exposição de mais de cem imagens.

Palmira Puig e Marcel Giró, duas perspectivas do exílio que transformaram a fotografia brasileira.
bonart são paulo - 18/08/26

O Instituto Cervantes de São Paulo acolherá, a partir de 5 de setembro, a exposição Palmira Puig / Marcel Giró. Humanismo na Fotografia Modernista Brasileira , que recupera a trajetória de duas figuras fundamentais da fotografia moderna no Brasil e reivindica sua contribuição para a renovação da linguagem fotográfica do século XX.

Organizada no âmbito da participação da Espanha como País Convidado de Honra da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a exposição reunirá mais de cem fotografias e reconstruirá a trajetória vital e artística de Palmira Puig e Marcel Giró, desde seus primeiros trabalhos até sua consolidação como autores de destaque na fotografia brasileira.

Ambos chegaram ao Brasil após o exílio na sequência da Guerra Civil Espanhola. Em São Paulo, encontraram um ambiente particularmente receptivo à experimentação artística, um espaço de liberdade criativa que lhes permitiu desenvolver uma obra marcada pela pesquisa formal e, ao mesmo tempo, por uma profunda sensibilidade humanista.

Fotografia, exílio e modernidade

A associação deles com o Foto Cine Clube Bandeirante, um dos principais focos da renovação fotográfica brasileira, foi decisiva. Desse espaço, participaram da transformação da fotografia moderna no país, incorporando novas formas de composição, enquadramento e perspectivas, sem abrir mão de um olhar atento às pessoas e às transformações sociais.

A jornada da exposição começa com os primeiros trabalhos de Palmira Puig em Lleida, acompanha seu exílio pela Colômbia e chega finalmente ao Brasil, onde ambas construíram uma carreira artística conjunta. Dessa forma, o exílio se transforma não apenas em um episódio biográfico, mas também em uma experiência de criação e renovação artística.

"Trata-se de uma exposição profundamente ligada ao Brasil e, ao mesmo tempo, profundamente ligada à Espanha e à Catalunha", afirmou o diretor do Instituto Cervantes, Luis García Montero, que destacou a importância de expandir as relações culturais entre os dois países para além da literatura.

Nesse sentido, a exposição faz parte de um programa cultural mais amplo que visa destacar os laços entre a Espanha e o Brasil por meio das artes visuais, da fotografia, da música, do pensamento, da universidade e do intercâmbio intelectual.

Paralelamente à exposição, os centros do Instituto Cervantes no Brasil desenvolverão um amplo programa literário com a participação de escritores espanhóis presentes na Bienal. As atividades incluirão encontros com leitores, estudantes, tradutores e universidades, reforçando o diálogo cultural entre os dois lados do Atlântico.

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