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Exposicions

O corpo como uma paisagem aberta na nova exposição de Erik Tlaseca e Wynnie Mynerva.

Wynnie Mynerva, Dulce Néctar de tu sangre. Foto: Tomek Dersu Aaron.
O corpo como uma paisagem aberta na nova exposição de Erik Tlaseca e Wynnie Mynerva.
bonart mèxic d.f. - 05/08/26

A partir de 15 de agosto de 2026, o Museo Universitario del Chopo, na Cidade do México, receberá Entrañas , uma exposição conjunta dos artistas Erik Tlaseca e Wynnie Mynerva, fruto da cumplicidade artística que surgiu durante sua residência na Rijksakademie, em Amsterdã, em 2024.

A exposição surge de uma investigação conjunta sobre o corpo, entendido não como uma entidade isolada, mas como um espaço moldado pelo social, pelo político e pelo histórico. Ambos os artistas posicionam a pele como uma superfície para exploração sensorial e simbólica, afastando-se da ideia do corpo individual como um território fechado e apresentando-o, em vez disso, como um organismo coletivo, em constante transformação e relação com o seu ambiente.

  • Erik Tlaseca, Espelhos, 2025. Cortesia do artista e da LLANO. Foto: Charles Benton.

Entrañas propõe uma jornada física e emocional marcada pela matéria, pelo desejo e pela vulnerabilidade. A exposição reúne uma instalação central feita com tecido, pigmentos, metal e outros materiais, juntamente com uma série de pinturas de grande formato que constroem a imagem de um corpo expandido, multifacetado e em constante transformação. As obras sugerem órgãos, cavidades e fluidos, mas também paisagens naturais como montanhas, solo e casca de árvore, estabelecendo um diálogo entre o corpóreo e o terreno.

As obras, produzidas inteiramente na Cidade do México nos últimos meses, exploram o que se esconde sob a superfície da pele. Tlaseca e Mynerva atuam como intérpretes de um território interior onde intimidade, feridas, prazer e memória coletiva coexistem, gerando uma experiência que oscila entre o orgânico e o arquitetônico, entre o sensorial e o político.

Erik Tlaseca (Cidade do México, 1989) desenvolve uma prática multidisciplinar focada em identidade, território e transformações históricas. Seu trabalho aborda as maneiras pelas quais corpos e espaços acumulam narrativas e tensões.

  • Erik Tlaseca e Wynnie Mynerva, Entrañas, 2026. Cortesia dos artistas.

Wynnie Mynerva (Lima, 1992) trabalha principalmente com pintura, embora também incorpore instalação, escultura e performance. Sua obra analisa as estruturas de poder que geram exclusão e aborda questões relacionadas à sexualidade, ao desejo, à transformação corporal, às economias do cuidado e às diversas maneiras pelas quais a violência permeia a experiência íntima.

A exposição tem curadoria de Miguel A. López e Abril Castro Prieto, que apresentam Entrañas como um ponto de encontro entre matéria e pensamento, onde o corpo aparece como uma paisagem aberta, um arquivo coletivo e uma superfície de resistência.

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