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Madola e Joan Fontcuberta, agraciadas com a Cruz de São Jorge.

A fotografia crítica de Fontcuberta, o universo material de Madola e o legado gastronômico de Fermí Puig, protagonistas de uma edição marcada pela diversidade e pelo reconhecimento cultural.

Madola e Joan Fontcuberta, agraciadas com a Cruz de São Jorge.
bonart barcelona - 14/04/26

O Governo da Generalitat divulgou nesta terça-feira, 14 de abril, a nova lista de pessoas e entidades agraciadas com a Creu de Sant Jordi, uma das mais importantes distinções do país. A edição de 2026 reconhece um total de 20 personalidades e 10 entidades que contribuíram significativamente para a vida cultural, social, cívica e econômica da Catalunha.

O prémio, criado em 1981, mantém este ano os critérios de paridade de género e diversidade profissional, reforçando assim a vontade de refletir a pluralidade do tecido cultural e social catalão. Todos os laureados partilham uma trajetória marcada pela defesa da identidade e pelo compromisso com o desenvolvimento cívico e cultural do país.

Entre os nomes de destaque está o de Joan Fontcuberta, figura essencial no campo da fotografia contemporânea. Seu trabalho, que combina prática artística e pensamento crítico, questiona há décadas os limites da imagem e sua relação com a verdade, consolidando-o como uma das grandes referências internacionais nessa área.

Maria Àngels Domingo Laplana, conhecida artisticamente como Madola, também recebe a distinção por sua sólida carreira nas artes visuais. Ceramista, escultora e pintora radicada em Premià de Dalt, sua obra se destaca pela construção de uma linguagem própria que dialoga com a matéria e as formas orgânicas.

Com uma sensibilidade profundamente enraizada no Mediterrâneo, Madola combina a tradição do artesanato com uma perspectiva contemporânea e conceitual. Seu trabalho se conecta com referências como Antoni Tàpies ou Antoni Cumella, incorporando influências da paisagem e da experiência de viagens, moldando um conjunto de obras rico e reconhecível.

A edição deste ano inclui também homenagens póstumas. Entre elas, a do chef Fermí Puig, cuja contribuição decisiva para a renovação da gastronomia catalã se destaca. Formado em locais de excelência como El Bulli, Puig conquistou uma estrela Michelin no restaurante Drolma e, posteriormente, impulsionou projetos como o Petit Comitè e seu próprio restaurante em Barcelona, de onde derivou uma cozinha tradicional reinterpretada com sensibilidade contemporânea.

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