O Parc dels Estanys, em Platja d'Aro, torna-se novamente palco da arte contemporânea com a nova exposição de Duván López, artista colombiano radicado em Barcelona. A obra "A Voz da Pedra" reúne dez esculturas de grande formato instaladas ao ar livre, integradas à paisagem e à arquitetura natural do parque, convidando o visitante a uma experiência que transcende o passeio habitual. As peças, de caráter monumental e forte presença física, estabelecem uma relação direta com o ambiente, convidando os observadores a "habitar" o lugar e a perceber a conexão entre natureza, simbolismo e mundo interior.

A exposição, que foi inaugurada em 21 de março e pode ser visitada até 22 de fevereiro de 2027 como parte do ciclo ART 2026 organizado pelo Ministério da Cultura, inclui uma visita guiada pelo próprio artista. Isso permite que os visitantes se aproximem do processo criativo das esculturas e descubram como formas aparentemente sólidas e quase hieráticas podem se tornar presenças vivas que desafiam o espectador. Cada obra gera um diálogo íntimo entre arte e paisagem, convidando à reflexão e a uma imersão sensorial em um ambiente que combina criação contemporânea e natureza.
A obra "A Voz da Pedra" dá continuidade a um projeto iniciado em 2014 com o objetivo de ampliar os espaços expositivos municipais e aproximar a arte de um público mais vasto. O Parque dos Estanys, um espaço urbano de 150.000 m² inaugurado em outubro de 2012 e ampliado em 2022, combina atrações culturais, turísticas e naturalistas, possibilitando visitas educativas e, ao mesmo tempo, recuperando habitats e ambientes originais da região. Ao longo dos anos, o parque acolheu exposições de artistas como Emili Armengol, Alberto Gómez Ascaso, Jaume Roser, Carles Bros, Angel Camino, Martí Rom, Santiago Gimeno, Josep Coll, Torrent Pagès, Aramis Justiz, Dolors Puigdemont, Tomàs Pons e Manuel Solà, consolidando o seu compromisso com a arte ao ar livre e estabelecendo uma ponte entre a criação artística e a natureza.

Com Duván López, o parque reafirma sua vocação de se tornar um espaço de diálogo e reflexão, onde a arte monumental se integra à paisagem e convida os visitantes a viver uma experiência única e imersiva, capaz de transformar a percepção do lugar e do ambiente natural.