Até 12 de julho, o Museu Nacional de Artes Visuais da capital uruguaia apresenta uma seleção renovada de obras de seu acervo, em uma proposta museográfica que amplia seu percurso habitual e se desenvolve especialmente nas salas 2 e 4. A iniciativa convida o público a descobrir aspectos menos conhecidos do acervo permanente, colocando peças que tiveram poucas exibições nos últimos anos ao lado de obras emblemáticas da história da arte nacional.
A exposição oferece uma nova perspectiva sobre o patrimônio artístico do Uruguai por meio de mais de 150 obras de desenhistas, pintores, gravadores, escultores, ceramistas, tapeceiros e outros criadores. A mostra abrange desde obras acadêmicas do final do século XIX até expressões contemporâneas, revelando a amplitude e a diversidade das linguagens artísticas que moldaram a produção visual do país.

Miguel Ángel Pareja, Mulher e Criança, 1974.
Um dos destaques desta nova apresentação é o aumento significativo da presença de mulheres na exposição. A participação de artistas mulheres triplicou em comparação com exposições anteriores da coleção, contribuindo com novas perspectivas e promovendo uma compreensão mais ampla e inclusiva da história da arte uruguaia.
A exposição está estruturada em torno de diferentes seções temáticas que permitem aos visitantes reconhecer momentos e movimentos-chave no desenvolvimento da arte uruguaia. Entre eles, a arte acadêmica, os movimentos inovadores do século XX, o planismo, a arte socialmente engajada, as explorações de materiais e têxteis, a Escola do Sul, a geometria concreta, o movimento Madí, o Clube de Gravura de Montevidéu, além de diversas tendências expressionistas, surrealistas e contemporâneas.
Além das obras de arte, a exposição incorpora depoimentos e reflexões de artistas que acompanharam a jornada. Essas vozes oferecem contexto e sensibilidade a cada período histórico, permitindo uma compreensão mais profunda das ideias, preocupações e buscas estéticas que definiram diferentes momentos da criação artística no Uruguai.